Recently, The MMA Corner’s Aline Baktchejian Djehdian had the opportunity to sit down with The Ultimate Fighter: Brazil 2‘s Santiago Ponzinibbio.

The pair discussed Ponzinibbio’s Argentinian heritage, moving to Brazil, and what the fighter hopes to achieve in the sport of mixed martial arts.

Below are versions in both English and Portuguese. Click the tab to switch the language.

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How did you decide to move to another country?

It was very difficult at first. I came from my home town, where I lived all my life. I was known and respected, and suddenly found myself living in a country with a different culture, different language, not knowing anyone, without speaking the language and I had no money. In my town, I had the support of sponsors and many places to train. Anything I needed, I always found, because I was in my town. But when I came here, I had no money even to pay for the gym, so I started running in the street and then I could start paying gym three times a week, it was cheaper and so was everything.

I chose to come to Brazil to train jiu-jitsu and spend a month during the holidays and just not return. I came to Brazil to have a future, because I knew that if I wanted to live the fight, then I should find a place to evolve, and no doubt I was dreaming big and knew the situation was difficult, but with effort everything would improve.

How was life here in Brazil in the beginning?

Very difficult, but when the dream is big, one does not lose focus. I started working on the street in order to eat. I even had to live in a tent on the beach. I learned the best Portuguese and legalized my documents in order to work in restaurants and bars as a waiter, bartender, kitchen aid, among others. Even working for 14 hours a day, I could always train at least twice a day with no excuses.

When did you become interested in martial arts?

I was quite restless to try a new sport and could not stop for a second. I was training in many things until I started training fight. I started to get more relaxed after martial arts training. I started at kickboxing.

Did you experience any prejudice for being Argentino?

They played tricks on me and I did not understand because I did not speak Portuguese. They were playing  jokes in good nature, but had some jokes that I did not like. I tried not to respond. I learned to speak, and after that every time someone spoke something to me I was able to answer [laughs].

How do you see MMA in Argentina? And the athletes there?

It is slightly slower than in other countries, but is also growing. Argentina is a country that has a lot of raw material, the fighters have fighting in their blood, but still lack the technical level mostly on the ground and in the positioning of ground-and-pound.

What are your thoughts on promoting the sport in your country?

Surely, I want to be the first Argentine in the UFC and I want to open the doors for many athletes. I have the idea to go there and conduct seminars and seek to raise the technical level of athletes.

You have a record of 18 wins and only 1 loss, and most of your wins have come by knockout. Prefer the knockout or submission?

The best is to knockout, but winning is good.

What does being a member of Team Tavares mean to you? Tell us a little about your team and training routine.

I am very grateful to my team, because when I came here they opened doors for me, always helped me. Our team is not very big, but is full of talent. We are a big family. In my workouts, I do three workouts a day, one of them being specific to MMA. My daily training also includes working other sports such as boxing, jiu-jitsu, Muay Thai and also fitness.

You’ve fought in many national events, such as São Jose Superfight and Nitrix, among others. Have these experiences benefited your career?

It is always good to have conducted a large number of fights. It gives the athlete experience, which is a key difference maker.

What can your fans expect from you?

They can always expect the best of me and a little more. I can not guarantee victory, but I assure you will always see me fight heart and soul, as long as I continue fighting.

What do you want to achieve as a MMA fighter?

The first step is to fight in the UFC, and after entering I want to be the champion.

How do you view this new generation of MMA fighters?

They are leading the evolution of the sport, because nowadays the fighter does not come from a specific form of martial arts. He begins training MMA, and this is very good.

Pele or Maradona? [laughs]

I saw Maradona play. It was amazing. Pele did not have the opportunity to follow.

Thanks and anything you want to add as sponsors, gym etc.?

I would like to thank all the people who trusted and trust me and believe in my work. Remembering my great sponsors, Despachante Silveira and Cordeiro placas. And of course, I really want to thank Team Tavares, who always trusted in me and in my potential.

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Como foi pra você decidir mudar de país?
Foi muito difícil no começo, eu vim da minha cidade natal onde morei por toda vida. Era conhecido e respeitado e de repente me vi morando em um país com uma cultura diferente, outra língua, sem conhecer ninguém, sem falar o idioma e eu não tinha dinheiro. Em minha cidade eu tinha o apoio de patrocinadores e muitos lugares para treinar, o que eu precisava  sempre dava um jeito, pois estava em minha cidade. Mas quando cheguei aqui não tinha dinheiro nem para pagar a academia, por isso, comecei correndo na rua para e depois que pude começar a pagar academia ia três vezes por semana, era mais barato e assim foi com tudo.

Escolhi vir ao Brasil para treinar jiu-jitsu e passar um mês durante as férias e acabei não voltando mais.  Vim ao Brasil para ter um futuro, porque eu sabia que se eu quisesse viver de luta, deveria procurar um lugar para evoluir e sem dúvidas o sonho era grande e sabia que a situação era difícil, mas com esforço tudo ia melhorar.

Como que foi o começo de vida aqui no Brasil?
Muito difícil, mas quando o sonho é grande a pessoa não perde o foco. Comecei a trabalhar na rua para poder comer. Tive até que morar em uma barraca na praia.  Fui aprendendo melhor o português e legalizei meus documentos para poder trabalhar em restaurantes e bares como garçom, barman, auxiliar de cozinha entre outros. Mesmo trabalhando por até 14 horas diárias, sempre eu conseguia treinar pelos menos duas vezes ao dia sem desculpas.

Quando começou a se interessar pelas artes marciais?
Desde novo pratiquei esporte era muito inquieto e não parava um segundo, fui treinando muitas coisas até que comecei a treinar luta. Comecei a ficar mais tranqüilo depois de treinar artes marciais. Eu comecei no kick boxing.

Encontrou algum tipo de preconceito por ser Argentino?
Era complicado pegavam muito no meu pé e eu não entendia nada porque não falava português, havia pessoas que brincavam na boa, mas tinham algumas brincadeiras que eu não gostava, eu procurava não ligar. Aprendi a falar vai tomar no c..  depois disso toda vez que alguém falava algo de mim a resposta era essa rsrs.

Como vê o MMA na Argentina? E os atletas de lá?
Está um pouco mais lento que em outros países, mas também está crescendo. A Argentina é um país que tem muita matéria prima, os lutadores são “raçudos”, tem sangue, mas ainda falta nível técnico principalmente na parte de chão e no posicionamento do ground and pound.

Pensa em promover o esporte em seu país?
Com certeza quero ser o primeiro argentino no UFC e quero abrir as portas pra muitos atletas. Tenho a idéia de ir para lá realizar seminários e buscar elevar o nível técnico dos atletas.

Você tem em seu cartel 18 vitórias e apenas 1 derrota sendo a maior parte delas vindas por nocaute. Prefere o nocaute ou finalização?
O melhor é nocautear, mas ganhando está bom.

Você é do Team Tavares o que a sua equipe representa pra você? Fale um pouco sobre sua equipe e rotina de treinamento.
Sou muito grato por meu time pois quando cheguei aqui eles abriram as portas para mim, sempre me ajudaram. Nosso time não é muito grande mas está cheio de talentos, somos uma grande família. Em meus treinamentos realizo três treinos por dia, sendo um deles especifico de MMA. Depois organizo durante a rotina diária o treinamento de outras modalidades como o boxe, jiu jitsu , muay thai  e também a preparação física.

Você já lutou em muitos eventos nacionais como São Jose SuperFight, Nitrix entre outros, o que essas experiências agregaram na sua carreira?
Sempre é bom ter realizado um número grande de lutas, isso proporciona ao atleta experiência,  o que é um importante diferencial.

O que os seus fãs podem esperar de você?
Sempre podem esperar de mim o melhor e mais um pouco, não posso garantir a vitória, mas garanto que sempre vão me ver lutar de alma e coração, se eu não apagar vou continuar lutando.

O que pretende alcançar como lutador de MMA?
O primeiro passo é lutar no UFC e depois de entrar quero ser o campeão.

Como você vê essa nova geração de lutadores de MMA?
Eles estão comandando a evolução do esporte, porque hoje o lutador já não vem de uma modalidade específica de luta, ele já começa treinando MMA e isso é muito bom.

Você prefere o Pelé ou Maradona rs.. brincadeira… rs
Maradona eu vi jogar era incrível, já o Pele não tive a oportunidade de acompanhar….

Agradecimentos e algo que queira adicionar como patrocinadores, academia etc.
Gostaria de agradecer a todas as pessoas que confiaram e confiam em mim e acreditam em meu trabalho. Lembrando aos meus grandes patrocinadores, Despachante Silveira e Cordeiro placas. E claro, quero muito agradecer ao meu time (Team Tavares) que sempre confiou em mim e no meu potencial.

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Photo: Santiago Ponzinibbio (Colin Foster/Sherdog)

About The Author

Aline Bak
Staff Writer, Brazil

A native of São Paulo, Brazil, Aline began watching MMA with her father during the heyday of Pride in the early 2000's. Her passion for the sport soon turned to the UFC not long after. After attending UFC 134 in Rio de Janeiro and UFC 146 in Las Vegas, Aline was asked to recount her experience for Tatame—one of Brazil's biggest media outlets—and thus began her writing career. In addition to her work for The MMA Corner, she maintains her own site about MMA.