Recently The MMA Corner’s Aline Baktchejian Djehdian had the opportunity to speak with Brazilian Octagon girl Camila Oliveira.

The pair discussed Oliveira’s passion for the sport, her job and dating a fighter.

Below are versions in both English and Portuguese.

English

How long have you been interested in martial arts? Any favorite discipline?

I like martial arts very much. For nine years, I did capoeira classes, but it wasn’t for me and I stopped. When I joined the UFC organization, it got me interested in training again and I was drawn to a new sport when I was introduced to Muay Thai. This is my favorite discipline, a sport that requires all muscles of the body.

How has your life been since joining the UFC? What has changed?

Many things changed, starting with food and body care. I had to dedicate myself to it, eat to look better and go to the gym every day. I do not mind, because I love bodybuilding and see how I do well. The affection I receive from people also changed. I gained friends and fans, lots of love. I have a fan club that gives me gifts and little letters, and that is priceless. It is the result of my work that I am well-known and well-regarded. It makes me very happy.

Who is your favorite fighter?

I have a few favorite fighters, like Anderson Silva, the Nogueira brothers, Erick Silva and Jon Jones, among others.

What, so far, has been the best time you have had in the UFC ?

All! [laughs] Thank God the UFC has provided me many wonderful moments. All I’ve been doing, the social programs move me, cheer me up and I’ll never forget. I’ll remember that forever and will do my best to pass on to my children and grandchildren the importance of helping each other.

And the worst?

I had the worst time in the UFC while I was not working. Maybe for me and for many fans, the worst moment was the serious injury of our former champ, Anderson Silva. That was a bad time.

How do you see women in the UFC?

They have made a major advance in the sport. Women have conquered in all areas, and MMA is no different. Their fights are exciting to watch. They are showing that they have potential, just like men. And it’s awesome.

You date fighter Erick Silva. Talk a little about dating a fighter.

We have to be equal partners [laughs]. Sign in, diet together, train together [laughs]. I try to help him with it to the fullest. A fighter has a very different routine from our routine. There are several workouts a day, well-balanced meals. But since I’m in the same work environment, everything is easier. I can follow him in everything, and it also helps me.

How do you deal with emotions when he’s in the Octagon? How do you contain your emotions when you are so close to each other in the arena?

I’m very professional about it. I behave at all times, and when he climbs into the Octagon, he becomes just a fighter to me. Of course, I support him, most only in thought. I try to stay very calm and remember that we are working at that time.

What was the best moment for Erick Silva, in your opinion?

Erick is very dedicated. He was very stressed, after the defeat against [Dong Hyun Kim]. He practiced a lot, always tried to improve as an athlete. He was 100 percent in training, he sought to be 110 percent, and that’s what led ​​him now to an excellent fight with good results. He entered the Octagon and left without even taking a punch. I think this was his best moment. He took the defeat as a lesson, and he became much better.

Tell us about the social programs that take place in the UFC during fight week. Any special moment that stood out for you?

This is the best thing I’ve done in the UFC. The social programs just make me see that there are still good people in the world. The UFC always tries to show us that. What struck me was the visit in APAE in Jaragua do Sul last year.

I received a lot of affection, many letters, posters, kisses and even a trophy of them—it really moved me.

What do you think of the American Octagon girls, Arianny Celeste and Brittney Palmer? Do you have a desire to meet them?

I see the two as inspiration. I would love to get to know them. I think meeting them would be cool.

Is there a dream fight you’d like to see take place?

The return of Anderson Silva! I would like to see Anderson recovering our belt.

Do you have any hobbies when not working?

I’m very quiet. I was already pretty party girl, but nowadays I’m more homely. I love staying at home, enjoying my dog ​, my family. This year, I intend to return to some other sports and practicing dance again. Dance is a passion for me.

Portuguese

Gosta das artes marciais desde quando? Alguma luta favorita?

Sempre admirei muito as artes marciais. Aos 9 anos fiz aulas de capoeira mas não me identifiquei muito e parei. Quando entrei para a organização do UFC me empolguei a voltar a lutar e fui atrás de um novo esporte, foi quando conheci o Muay Thai. Essa é a minha luta favorita. Um esporte que exige bastante de todos os músculos do corpo.

Como avalia sua vida depois do UFC? O que mudou?

Mudou muitas coisas a começar pela alimentação e cuidados com o corpo. Precisei me dedicar mais com isso, procurar me alimentar melhor e ir todos os dias para a academia. Mais não me importo pois adoro musculação e vejo o quanto me faz bem. Mudou também o carinho das pessoas, ganhei amigos, fãs, carinho enorme. Até fã clube que me dão presentes e cartinhas  e isso não tem preço. É o resultado de que o meu trabalho está sendo bem executado e bem visto. Isso me deixa muito feliz.

Algum lutador preferido?

Tenho alguns lutadores preferidos como Anderson Silva, Os irmãos Nogueira, Erick Silva, Jon Jones entre outros.

Qual foi até hoje o melhor momento que teve no UFC?

Todos rs. Graças a Deus o UFC vem me proporcionando muitos momentos maravilhosos. Todas as ações sociais que venho fazendo me emocionam, me alegram e isso jamais vou esquecer. Lembrarei disso eternamente e farei de tudo para passar aos meus filhos e netos a importância de ajudar uns aos outros.

E o pior?

Não tive pior momento no UFC. Não enquanto estive trabalhando. Talvez para mim como para muitos fãs, o pior momento foi a lesão grave do nosso ex- campeão Anderson Silva. Isso foi um momento ruim.

Como vê as mulheres no UFC?

Vejo como um grande avanço no esporte. As mulheres tem conquistado seu espaço em todas as áreas e no MMA não é diferente. São lutas empolgantes de se ver. Elas estão mostrando que tem potencial assim como os homens. E isso é incrível.

Você namora o lutador Erick Silva, fale um pouco sobre como é namorar um lutador.

Tem que ser parceira mesmo rs. Entrar na dieta junto, treinar junto (risos). Tento ajudar ele ao máximo com isso. Um lutador tem uma rotina bem diferente da nossa, são vários treinos ao dia, alimentação bem regrada. Mas como estou no mesmo ambiente de trabalho fica tudo mais fácil. Consigo acompanhar ele em tudo e com isso ele também me ajuda.

Como consegue lidar com as emoções quando ele está no octógono, como consegue se conter já que vocês ficam tão perto um do outro na arena

Sou muito profissional quanto a isso. Sei me portar em todos os momentos e quando ele sobe em cima do octógono ele passa a ser apenas um lutador para mim. Claro que torço por ele, mais apenas em pensamento. Procuro ficar bem calma e lembrar que os dois estão trabalhando naquele momento.

Qual foi o melhor momento do Erick Silva na sua opinião?

O Erick é um atleta muito dedicado, muito esforçado, depois da derrota contra o coreano, ele treinava bastante, procurava sempre melhorar, se estava 100% nos treinos ele procurava estar 110% e foi isso que fez ele fazer agora uma luta excelente, com bons resultados. Entrou no octógono e saiu sem levar um soco sequer. Acho que o melhor momento dele foi esse. Ele levou a derrota como aprendizado e isso o tornou muito melhor.

Fale um pouco sobre as ações sociais que o UFC desenvolve na semana da luta. Algum momento especial que te marcou

Isso é a melhor coisa que eu tenho feito dentro do UFC. As ações sociais só me fazem ver que no mundo ainda existem pessoas boas. O UFC procura sempre nos mostrar isso. O que me marcou mesmo foi a visita na APAE em Jaraguá do Sul ano passado.

Recebi muito carinho, muitas cartas, cartazes, beijos e até um troféu deles, me emocionei de verdade.

Como vê as octagon girls americanas Arianny e Britney, tem vontade de conhecê –las?

Vejo as duas como inspiração. Gostaria muito de conhecê-las, acho que seria legal esse encontro.

Luta dos sonhos que gostaria de realizar?

A volta do Anderson Silva! Gostaria de ver o Anderson recuperando o nosso cinturão.

Tem algum hobby quando não está trabalhando?

Sou bem tranquila, já fui bastante baladeira, mas hoje em dia estou mais caseira. Adoro ficar em casa, curtindo minha cachorra, minha família. Esse ano pretendo voltar com algum outro esporte e a praticar dança novamente. A dança é uma paixão para mim.

About The Author

Aline Bak
Staff Writer, Brazil

A native of São Paulo, Brazil, Aline began watching MMA with her father during the heyday of Pride in the early 2000's. Her passion for the sport soon turned to the UFC not long after. After attending UFC 134 in Rio de Janeiro and UFC 146 in Las Vegas, Aline was asked to recount her experience for Tatame—one of Brazil's biggest media outlets—and thus began her writing career. In addition to her work for The MMA Corner, she maintains her own site about MMA.