Recently the team from Olhar do fã no MMA, The MMA Corner’s Brazilian partner, spoke with The Ultimate Fighter: Brazil 3 heavyweight finalist Antonio ‘Cara de Sapato” Carlos Junior about his bout against Vitor Miranda at the TUF Brazil 3 Finale in Sao Paulo on May 31.

Below are versions in both English and Portuguese.

English

What was the best and the worst of being on TUF?

The best part was having the whole experience. I faced the best fighters in Brazil—that brought me great confidence. Living inside the house is unusual because we were away from our team doing one fight after another and having to cook, wash. And it is much harder and different from our reality. Besides living in the same house as someone you will fight. It’s good and bad at the same time—good for maturing in the sport and bad because you have to live in ways you are not used to in everyday life.

How do you handle fighting someone who you also lived with?

I’m a very quiet guy. I do not think of it as a rivalry, he is only my opponent inside the Octagon. I’m used to it from my time in jiu-jitsu, when I traveled with the guys I was going to fight. Soon after TUF, I went to Vegas and I stayed in the same room as Vitor. I take it in stride.

In this season, there was no rivalry between the fighters on the show, but the coaches fought.

It was very tense. I was in the locker room, and when I saw everybody went to the gym after a loud noise. I freaked out. Everyone was very tense after the fight, after Wanderlei apologized to us all. Unfortunately, it did not show how good of a person he was there; he ‘s cool. He supported me, and I was his first choice for heavyweight. Chael Sonnen has the hang of it; it’s smart. He provokes with emotion and it was the other who caused the fight.

What did you think when you made the final?

I cried, I was so happy. I had a semifinal against Marcos Rogerio, who is a tough guy with experience in Strikeforce. This fight gave me a lot of experience and confidence to believe in that victory. The thrill is inexplicable, took a weight off and my joy was to the heights.

Junior dos Santos and Luiz Dorea alike praised your performance. What do you think of these two greats at your side?

Professor Dorea—no words to say what he did for me in boxing. The technique, what he taught me in training, the foot movement in fighting and striking, in addition to the falls. And “Cigano”—speechless, what he did for me and the sport. He helps me, supporting me emotionally, too. Having these guys beside me is amazing. I feel supported.

Vitor Miranda, your opponent, comes from a respected camp and is an experienced athlete. How do you intend to nullify his game?

He is a very experienced fighter and athlete, and I admire him as a person. Unfortunately, only one of us can come out a winner. I’ll do anything I need to. I think he has good Muay Thai and boxing. He blends them well, but we made a strategy to counter his strikes and impose my game. The key is this, impose my game.

How has your popularity grown after TUF Brazil 3?

I’m where I wanted to be, realizing a dream and growing here. I chose to do this. I had other opportunities, because we know that the sport has ups and downs. My family was apprehensive upon seeing me get here so quickly. They are very proud.

Portuguese

Na tarde desta quarta (28) a nossa equipe foi no Hotel em São Paulo onde os lutadores que farão suas lutas de sábado estão hospedados. Confira nossa entrevista exclusiva com um dos finalistas da categoria peso- pesado do TU Brasil 3, Antonio Cara de Sapato abaixo:

O melhor e o pior de ter participado do TUF?

O melhor de ter participado foi toda a experiência. Enfrentei os melhores lutadores do Brasil isso me trouxe uma confiança grande, o que vivemos lá dentro da casa, é atípico, pois estávamos longe da nossa equipe fazendo uma luta atrás da outra tendo que cozinhar, lavar. E isso é muito mais duro e diferente da nossa realidade. Além de conviver contra quem você vai lutar. É bom e ruim  ao mesmo tempo, bom pela maturidade no esporte e ruim pois você tem que viver com o que você não está acostumado no dia a dia.

Quando perguntado sobre como é lutar contra alguém que você convive, Antonio respondeu:

Sou um cara muito tranquilo, não tenho  essa rivalidade penso que é apenas o meu oponente dentro do octógono. Sou acostumado com isso na época do JJ eu viajava com os caras que eu ia lutar. Logo depois do TUF fomos para Vegas e eu fiquei no mesmo quarto que o Vitor por exemplo. Levo na esportiva e o mais leve possível.

Nessa edição não teve rivalidade entre os atletas e sim dos treinadores, como viram aquela briga

Foi muito tenso, eu estava no vestiário e quando eu vi todo mundo entrou para a academia depois de um barulhão. Ia ter a pesagem. Eu me assustei. Todo mundo ficou bastante tenso com a briga, depois de tudo o Wanderlei pediu desculpas para nós. Infelizmente não mostraram o bom ser humano que ele foi lá, ele é bacana. Me deu suporte e  eu fui a primeira escolha dele nos pesados. O Sonnen tem aquele jeito dele, é inteligente. Um é provocador e o outro é emotivo que não aguentou saindo na briga.

O que pensou quando soube que estava na final

Eu dei um grito, eu estava muito feliz. Fiz uma semifinal contra o Pezão que é um cara muito duro, com experiência no Strikeforce. Essa luta me trouxe uma maturidade muito grande e confiança para acreditar nessa vitória. A emoção é inexplicável ,tirei um peso nas costas  e a minha alegria foi para as alturas.

Junior Cigano e Luiz Dórea elogiaram muito o seu desempenho. Como vê esses dois grandes nomes ao seu lado

O Professor Dórea sem palavras para dizer o que ele fez por mim no boxe. A técnica, maturidade, me passando nos treinos a movimentação de pernas dentro da luta e golpear, além das quedas. E o Cigano sem palavras o que fez por mim e pelo esporte ele me ajuda muito me apoiando emocionalmente também. Ter esses caras ao meu lado é sensacional, me sinto amparado.

Vitor Miranda seu oponente tem um cartel respeitado, é um atleta experiente. Como pretende anular o jogo dele?

Ele é um lutador muito experiente, o admiro pelo atleta e pessoa que é, infelizmente só pode sair um vencedor, farei de tudo para ser eu. Acho que ele tem um bom Muay Thai e Boxe. Combina bem os golpes mas fizemos uma estratégia para anular isso e impor o meu jogo. O essencial será isso, impor o meu jogo.

Como está vendo a sua popularidade crescer após o TUF Brasil 3

Estou onde eu queria chegar realizando um sonho e crescer aqui dentro. Eu que escolhi fazer isso ,tive outras oportunidades pois sabemos que o esporte tem altos e baixos. Meus familiares ficavam apreensivos  mas ao verem eu chegar aqui em tão pouco tempo é um orgulho muito grande para eles.

About The Author

Aline Bak
Staff Writer, Brazil

A native of São Paulo, Brazil, Aline began watching MMA with her father during the heyday of Pride in the early 2000's. Her passion for the sport soon turned to the UFC not long after. After attending UFC 134 in Rio de Janeiro and UFC 146 in Las Vegas, Aline was asked to recount her experience for Tatame—one of Brazil's biggest media outlets—and thus began her writing career. In addition to her work for The MMA Corner, she maintains her own site about MMA.